A prova do crime

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A prova do crime político

Não somos da polícia, nem do ministério público, nem do judiciário – aos quais cabe investigar e punir crimes comuns, inclusive os praticados por políticos. O que nos interessa, a nós, os democratas, são os crimes políticos contra a democracia.

Aqui está a prova de que a organização política criminosa, comandada por Lula e Dirceu, que dirige de fato o PT (inclusive a sua presidente formal, Gleisi Hoffmann, ela também investigada por crimes comuns) cometeu e está cometendo crimes políticos. Com a ajuda dos aliados do Foro de São Paulo (que certa imprensa petista, ou seja, aparelhada por petistas, dizia que não existia, que não passava de teoria da conspiração) essa organização estava querendo dar um golpe de Estado no Brasil (ainda que em doses homeopáticas) para bolivarianizar (à brasileira, quer dizer, lulopetizar) o nosso regime político.

É crime, sim – esteja ou não tipificado adequadamente na nossa Constituição. É crime contra a democracia. Lula e o PT querem voltar ao poder para retomar a mesma estratégia antidemocrática.

Leiam a matéria do blog Maquiavel, no site da Veja.

Na Nicaraguá, Gleisi dá apoio a Maduro e cita perseguição a Lula

No Foro de São Paulo, congregação de partidos de esquerda, presidente do PT ainda se solidariza com Cuba e saúda vitórias da esquerda na Nicarágua e Equador

Por Da Redação, Maquiavel, Veja 17 jul 2017, 21h44

A senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, disse no domingo na Nicarágua que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu partido são vítimas de perseguição judicial no Brasil, manifestou o apoio petista ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e ao regime cubano e saudou as vitórias nas disputas presidenciais dos esquerdistas Daniel Ortega, na própria Nicarágua, e de Lenin Moreno, no Equador.

As declarações foram dadas durante o 23º Encontro do Foro de São Paulo, congregação de diversos partidos de esquerda da América Latina e do Caribe que se reúne em Manágua, capital do país, até a próxima quarta-feira.

“Estamos frente à ofensiva de judicialização da política em todo o continente, e no Brasil a intenção é destruir o PT e impedir que o maior líder popular brasileiro, Lula, seja nosso candidato nas eleições presidenciais de 2018, pois sabem que a possibilidade de sua vitória é enorme”, disse. Segundo ela, “mais do que nunca necessitamos de um governo de esquerda de volta ao nosso país”. “Para retomar o desenvolvimento nacional, a política externa altiva e ativa e reverter as consequências do ajuste neoliberal imposto pela quadrilha golpista que se instalou no nosso governo”, completou Gleisi.

De acordo com Gleisi, as vitórias de Ortega e Moreno “demonstraram claramente que é possível enfrentar e derrotar as novas táticas eleitorais e golpistas da direita”. “Apesar do revés eleitoral que sofremos na Argentina e o golpe parlamentar no Brasil, os principais partidos membros do Foro de São Paulo estão retomando a ofensiva política diante dos atuais governantes da direita nestes dois países com a perspectiva de voltar a governá-los no curto prazo”, afirmou.

Sobre a Venezuela, Gleisi disse que o PT apoia o regime de Maduro e a Assembleia Constituinte convocada por ele. “O PT manifesta seu apoio e solidariedade ao governo do PSUV, seus aliados e ao presidente Nicolás Maduro frente à violenta ofensiva da direita contra o governo da Venezuela e condenamos o recente ataque terrorista contra a Corte Suprema. Temos a expectativa que a Assembleia Constituinte possa contribuir para uma consolidação cada vez maior da revolução bolivariana e que as divergências políticas se resolvam de forma pacífica”, disse.

Por fim, também declarou solidariedade ao regime cubano. “Aproveitamos para manifestar nosso irrestrito apoio e solidariedade aos companheiros do Partido Comunista Cubano e ao povo de Cuba diante do retrocesso imposto pela nova administração do governo estadunidense em relação aos acordos alcançados com a administração Obama e a manutenção do criminoso bloqueio econômico”, disse, sobre a decisão de Donald Trump de cancelar o acordo de aproximação dos EUA com Cuba firmado pelo seu antecessor, Barack Obama.

Aí está. Maduro é um ditador que massacra o seu próprio povo: mas o PT apoia aquele regime chavista-bolivarianista da Venezuela. Cuba é a mais antiga ditadura marxista-leninista das Américas: e o PT apoia irrestritamente a tirania dos Castro. Nicarágua e Equador são protoditaduras: o PT também apoia. Como declarou Lula certa vez, alguns desses países – como a Venezuela – estão mais adiantados do que nós.

Sim, no dia 20/4/2005, Lula discursou em um congresso de trabalhadores:

“É importante saber o que nós éramos há três anos e o que nós somos agora… O que aconteceu no Brasil… o que aconteceu no Equador, o que aconteceu na Venezuela, que foi já um pouco mais para frente (sic), e o que pode acontecer na evolução política de outros países do continente…”

Para o chefe da organização política criminosa (Gleisi é apenas testa de ferro), esses regimes estariam mais adiantados do que nós… Mais adiantados em relação a quê? A resposta é mais do que óbvia.

E apesar de tudo isso, não há oposição política ao PT no Brasil. Os democratas ficam apenas observando a justiça trabalhar e torcendo no sofá para Lula ser preso ou perder a elegibilidade por força de uma condenação em segunda instância ou para que Dirceu volte para a cadeia, quando seu processo for julgado pelo TRF-4. E existem alguns, mais desprovidos de inteligência, que ainda apoiam, saltitando alegremente, a armação Janot-Fachin-Globo e aderem ao Fora Temer (quer dizer, na prática, ao Volta Lula).


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