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Emancipação da pobreza em uma sociedade em rede: minha contribuição

É impossível estabelecer um marco teórico para enfrentar a questão proposta pelo título deste artigo sem examinar uma longa trajetória de formulações, que começa com as teorias do capital social e termina com a chamada Nova Ciência das Redes (quer dizer, com as investigações mais recentes sobre a fenomenologia da interação social). Algumas dessas teorias foram elaboradas por mim e é inevitável que se faça aqui referências a elas (ou seja, às minhas publicações nos últimos 25 anos: 1993-2018).

INTRODUÇÃO

Em primeiro lugar é necessário entender o que é rede e o que é rede social. Um resumo sobre isso (em linguagem de iniciação científica) pode ser encontrado no artigo FRANCO, Augusto (2015-2016). Redes sociais.

Em segundo lugar é preciso entender como o conceito basilar de capital social se modificou ao longo do tempo (a partir de 1988). Um texto sobre isso pode ser encontrado no artigo: FRANCO, Augusto (2017). As defasagens do conceito de capital social do ponto de vista das redes.

Em terceiro lugar é necessário conceituar, do ponto de vista das redes, a noção de pobreza (como insuficiência de desenvolvimento e não apenas como insuficiência de renda). Um artigo, em especial, deve ser citado aqui: FRANCO, Augusto (2017). Emancipação da pobreza em uma sociedade em rede.

Para começar, desenvolvimento social sustentável será sempre em rede. É a expressão de um metabolismo da sociedade e não o resultado esperado de qualquer programa de oferta (inclusive de oferta governamental). Se não houver oferta social (pessoas interagindo e fazendo coisas a partir de seus desejos) não haverá desenvolvimento propriamente dito (ainda que possa haver crescimento econômico). O Estado pode induzir o desenvolvimento social sustentável, mas não pode, a rigor, produzi-lo. O Estado não pode fazer o desenvolvimento pelas pessoas, no lugar das pessoas. Induzir significa criar condições para que as coisas aconteçam e não fazer as coisas que deveriam ser feitas a partir dos desejos das pessoas. Para que tal ocorra, entretanto, é necessário configurar ambientes favoráveis ao desenvolvimento, quer dizer, ambientes sociais que estimulem as iniciativas das pessoas e comunidades. A distribuição de recursos (de qualquer ordem) só induz o desenvolvimento quando responde às necessidades de uma iniciativa qualquer que já foi tomada (um projeto comum nascido da congruência de desejos das pessoas) e não quando responde a uma necessidade apenas detectada e se dirige a beneficiários passivos. Se os chamados beneficiários (uma denominação incorreta quando se trata de desenvolvimento social sustentável) continuam passivos, mesmo recebendo recursos de qualquer ordem de iniciativas governamentais, então não há desenvolvimento (social sustentável). Diz-se que o desenvolvimento social sustentável é sempre em rede porque a configuração de ambientes favoráveis à tomada de iniciativa por parte das pessoas tem a topologia de rede (mais distribuída do que centralizada).

Um breve resumo das conclusões a que cheguei, no tocante aos programas de combate à pobreza, seria o seguinte:

Não se pode ter como foco o “cliente-pobre”

Depois de duas décadas e meia lidando com o tema, em termos teóricos e práticos, eis a conclusão:

A pobreza não é uma “doença” de pessoas e sim o resultado de uma configuração coletiva (social ou, como diria Maturana, antissocial) avessa ao desenvolvimento de suas potencialidades (das pessoas, quer dizer, dos emaranhados particulares onde essas pessoas estão e são, como tais).

Para superar a pobreza não se pode ter como foco o “cliente-pobre”, pois a superação da pobreza é, precisamente, o estabelecimento de novos caminhos (atalhos: é o termo técnico) para fora dos clusters de pobreza (que tendem a reproduzir – inclusive intergeracionalmente – a pobreza).

É preciso, portanto, fazer netweaving nas redes de pessoas que vivem em situação de pobreza ou extrema-pobreza, sem excluir as pessoas que não estão nesta situação. Essas redes não podem ser compostas apenas pelas pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza. Elas devem incluir, necessariamente, as demais pessoas das localidades pobres que podem (e devem) ser envolvidas no esforço de superação da pobreza. Isto é o que se pode chamar propriamente de inclusão: acolhimento, estabelecimento de relações sociais (stricto sensu). Só comunidades humanas podem incluir socialmente humanos: não o Estado, nem o mercado.

A questão é que, mesmo que as redes existam independentemente de nossos esforços conectivos voluntários, as pessoas só se encontrarão (e reconhecerão) como membros dessas redes na medida em que forem estabelecendo relações entre si. E, para tanto, existem apenas dois caminhos:

a) aumentar a conectividade geral dos ambientes onde vivem essas pessoas, possibilitando a multiplicação dos laços fracos entre elas; e

b) incrementar as relações amistosas que podem surgir entre essas pessoas quando elas se juntam a partir de seus desejos congruentes para fazer qualquer coisa.

Reproduzo abaixo os últimos dois textos citados acima.

AS DEFASAGENS DO CONCEITO DE CAPITAL SOCIAL DO PONTO DE VISTA DAS REDES

O conceito de capital social, com o sentido que hoje lhe atribuímos, foi cunhado por Jane Jacobs (1961) em Morte e vida de grandes cidades.  No artigo de 2001 O conceito de capital social em Jane Jacobs já expus as razões dessa atribuição de autoria. As raízes da ideia devem ser buscadas, entretanto, em Alexis de Tocqueville (1835-1840) no seu A democracia na América. Mostrei, também em 2001, porque se trata de um conceito político no artigo O conceito de governo civil em Alexis de Tocqueville.

Todavia, o conceito de capital social foi usado e ficou mais conhecido como uma noção metafórica, formulada em linguagem utilizada em teorias do desenvolvimento, para fazer referência a uma variável sistêmica que não é facilmente medida (ou sequer percebida) nas equações que tentam relacionar os diversos tipos de “capitais” tomados como fatores do desenvolvimento: os propriamente econômicos, como a renda e a riqueza (os capitais stricto sensu: capital financeiro e capital físico ou empresarial) e os demais “capitais” (lato sensu) tomados como externalidades e que se referem aos fatores humanos, ambientais e sociais (como o capital humano, o chamado capital natural e, finalmente, o capital social – que seria a tal variável sistêmica, que tem a ver com os índices de confiança e cooperação presentes em uma sociedade).

No entanto, esse tipo de abordagem, que tornou-se corrente quando o assunto passou a ser considerado no âmbito das teorias do desenvolvimento (ainda sob forte viés economicista e produtivista) a partir do célebre artigo de James Coleman (1988), Social Capital in the Creation of Human Capital  – e em seguida no seu tratado Foundations of Social Theory (1990) – está defasado em relação às recentes descobertas da fenomenologia da interação (sobretudo nos Highly Connected Worlds em que já vivemos no dealbar do terceiro milênio).

O ponto fundamental aqui é que – além de estarem defasadas – as noções de capital social de Coleman (1988; 1990), bem como suas adaptações, aplicações em casos concretos e inclusive as inevitáveis simplificações, como as realizadas por Robert Putnam (1993) em Making Democracy Works  (para examinar as tradições cívicas na Itália moderna), não são adequadas à inferência de ações práticas que podem ser tomadas para incrementar o capital social (e, assim, não ajudam muito a formulação de estratégias baseadas no investimento em capital social).

A questão é que as estruturas sociais que se relacionam à noção de capital social – já abordadas de um novo ponto de vista no tratado de Coleman (1990) – não são nada se não foram redes (cf. FRANCO, Augusto (2009): O poder nas redes sociais). Operar sobre estruturas sociais não é possível se não se conhecer quais são as modificações que devem ser feitas nas topologias das redes (vale dizer, nos seus graus de distribuição; ou, inversamente, de centralização) e quais os fenômenos interativos implicados nessas mudanças. Todas as investigações recentes (ou seja, frutos de trabalhos realizados no presente século) sugerem que o que chamávamos de capital social se relaciona diretamente aos graus de distribuição, de conectividade e de interatividade das redes sociais. Em outras palavras, o capital social cresce com a distribuição (assim como a conectividade e a interatividade). Mas distribuição não é o mesmo que descentralização, como mostrou pioneiramente Paul Baran (1964) no famoso paper On distributed communications

Descobriu-se, ademais, que a interatividade aumenta com a conectividade e que a conectividade aumenta com a distribuição. A interatividade, entretanto, revelou-se o conceito mais importante do ponto de vista do que se pode fazer para aumentar os graus de distribuição da rede (e, obviamente, de conectividade). Mas a interatividade (que não significa “quantidade” de interação e sim vulnerabilidade à interação fortuita) só pode ser modificada se conhecermos a fenomenologia da interação, vale dizer, os fenômenos interativos que ocorrem nas redes, como o clustering, o swarming, o cloning, o crunching, os múltiplos laços de retroalimentação de reforço (ou feedback positivo), o looping de recursão, a reverberação et coetera, como já tratei resumidamente em FRANCO, Augusto (2011): É o social, estúpido!

O capital social, portanto, só se torna um conceito operativo (ou seja, um conceito aplicável para realizar modificações no sentido de desencadear as mudanças sociais que interpretamos como desenvolvimento) a partir do conhecimento da fenomenologia da interação que está vindo à luz com as investigações da Nova Ciência das Redes. De nada adiantam os discursos pios sobre a necessidade de aumentar a confiança e a cooperação e, nem mesmo, as tentativas de celebrar pactos de reciprocidade (tal como o conceito de reciprocidade foi apropriado – e deformado – por teóricos que trabalham com Economics) como se costuma fazer nas iniciativas de organizar Arranjos Produtivos Locais. Se quisermos incrementar o capital social (aumentar o seu estoque ou adensar o seu fluxo) é necessário fazer coisas – até há pouco insuspeitadas – que não apareciam como relacionadas ao tema, como estimular a clusterização em torno de desejos congruentes, incentivar o cloning (ou o imitamento como processo de aprendizagem), ensejar condições para a manifestação de enxameamentos (flocking mesmo, sem coordenação centralizada) e, fundamentalmente, reduzir o tamanho social do mundo (crunching) ou diminuir os graus de separação (pela realização de atividades que proporcionem a multiplicação dos laços fracos: cf. GRANOVETTER, Mark (1973): The Strength of Weak Ties) (1).

EMANCIPAÇÃO DA POBREZA EM UMA SOCIEDADE EM REDE

Não se trata de ensinar os pobres a deixarem de ser pobres

Levei muito tempo para descobrir que o local não é somente um espaço, mas também um tempo. Isso aconteceu há 5 anos, quando estava escrevendo Small Bangs (2012). Como passei grande parte da minha vida madura – a rigor de 1993 a 2011 – envolvido diretamente com programas de indução do desenvolvimento local por meio do investimento em capital social com o objetivo de emancipar pessoas e comunidades da situação de pobreza, considero que esta foi uma descoberta tardia.

Não foram quase 20 anos no escuro, não. A partir de 2003 já comecei a considerar que os locais não são dados, pontos de partida, territórios geográficos recortados sobre um mapa e sim clusters, ou seja, redes sociais (quer dizer, pessoas interagindo, não ferramentas, tecnologias, instituições e outras entidades abstratas – mas isso eu ainda não sabia naquela época). Sabia que as redes articuladas com o propósito de configurar ambientes favoráveis às mudanças sociais que interpretamos como desenvolvimento, são pontos de chegada, objetivos a ser alcançados (e que, assim, o local é uma construção). O que eu não sabia é que é somente isso que podemos fazer para induzir o desenvolvimento: netweaving. E que essas redes são “zonas” do espaço-tempo dos fluxos (onde as redes existem realmente) e é por isso que, além de serem espaço, são também tempo.

Sim, foi só a partir de 2012 que entendi a não-contemporaneidade. Assim como não vivemos num mesmo lugar, também não vivemos num mesmo tempo. Qual o problema? O problema é que, em um mundo globalizado, defasagens temporais significam pobreza, ou seja, incapacidade (ou mesmo impossibilidade) de aproveitar (e desenvolver) as próprias potencialidades, em termos individuais (de cada pessoa) e coletivos (dos clusters de pobres que se formam – porque a pobreza clusteriza – transmitindo intergeracionalmente a pobreza: o filho do pobre terá amigos pobres e, assim, mais condições de continuar pobre).

Em 1995, cerca de 40 milhões de pessoas em todo o mundo estavam conectadas à Internet. Em 2000, esse número tinha crescido para cerca de 400 milhões e em 2016 atingiu 3,5 bilhões. Isso significa que quase metade da população global está conectada a uma única tecnologia (que permite que as pessoas se conectem e se conectem mais velozmente, quer dizer, em menos… tempo). Assim, quem está desconectado está também defasado e isso é particularmente significativo se consideramos que o espaço-tempo dos fluxos (o mundo das redes) é como uma espécie de “espaço de fase”, orientado – como na termodinâmica – por uma flecha do tempo. O lugar onde estamos pode indicar também o tempo em que vivemos.

Recente estudo de Klaus Ackermann, Simon Angus e Paul Raschky (23/01/2017) descobriu uma relação entre conectividade e produtividade econômica. Esses pesquisadores encontraram evidências de que o PIB per capita está positivamente correlacionado com o IP per capita. Assim, países com maior penetração na Internet crescem mais rápido economicamente. Eles estimam que um aumento de 10% no IP per capita corresponde a um aumento de 0,8% no PIB per capita (2).

Somente em 2006 descobri que a interatividade (quer dizer, a vulnerabilidade à interação fortuita) cresce com a conectividade que, por sua vez, cresce com o grau de distribuição da rede. Mas não tirei nenhuma consequência desse conhecimento. Teria evitado muito esforço inútil se soubesse que o fundamental é ensejar o aumento da interatividade em comunidades pobres, em vez de tentar engajar lideranças em metodologias de desenvolvimento local. Como a pobreza é uma defasagem temporal e o tempo corre mais depressa quando a interatividade aumenta, trata-se, fundamentalmente, de possibilitar que a fenomenologia da interação se manifeste com mais frequência. Para tanto, é necessário aumentar os graus de distribuição e conectividade das redes que se formam. Quando fenômenos interativos – como o clustering, o swarming, o cloning, o crunching, a reverberação, a retroalimentação de reforço (feedback positivo), o looping de recursão (e tantos outros que ainda não descobrimos) – começam a se manifestar espontaneamente e com mais frequência, são eles que efetuam as mudanças sociais que interpretamos como desenvolvimento e não a nossa vontade de promover essas mudanças usando uma metodologia, quer dizer, uma tecnologia social qualquer, quase sempre mais participativa do que interativa. Quanto maior a frequência, mais rapidamente as defasagens temporais diminuem. A contração (amassamento) do tamanho social do mundo – com a diminuição dos graus de separação – é também uma contração do tempo. Como o chamado small-world phenomenon ocorre em small-worlds networks, isso significa que a pobreza – sob esse olhar do desenvolvimento – não é insuficiência de renda e sim insuficiência de rede.

Quando percebi as defasagens do conceito de capital social – com o qual trabalhei tantos anos – do ponto de vista das redes, me dei conta de que se quisermos incrementar o capital social (aumentar o seu estoque ou adensar o seu fluxo) é necessário fazer coisas – até há pouco insuspeitadas – que não apareciam como relacionadas ao tema, como estimular a clusterização em torno de desejos congruentes, incentivar o cloning (ou o imitamento como processo de aprendizagem), ensejar condições para a manifestação de enxameamentos (flocking mesmo, sem coordenação centralizada) e, fundamentalmente, reduzir o tamanho social do mundo (crunching) ou diminuir os graus de separação (pela realização de atividades que proporcionem a multiplicação dos laços fracos).

Em termos bem práticos, para dar um exemplo de uma questão que está na ordem do dia: disponibilizar banda larga em localidades pobres terá um efeito muito mais impactante na emancipação da pobreza do que transferir recursos exigindo contrapartidas (reais ou imaginárias), obrigando as pessoas a cumprirem rituais exóticos ou a passarem por maçantes liturgias, convertendo-as em pacientes do ensino de qualquer coisa.

Não se trata – como se acredita – de ensinar os pobres a deixarem de ser pobres, seja capacitando-os para se tornarem bons empregados ou tentando modificá-los para que eles se tornem empreendedores por meio de alguma receita milagrosa ministrada em cursos de empreendedorismo. Essas intervenções só podem ajudar se as pessoas desejarem fazer isso. E se elas desejarem, procurarão meios de aprender o que é necessário para realizar os seus desejos. Assim, não se trata de ensinar o que queremos ensinar porque imaginamos que lhes será útil e sim de deixar-aprender o que elas querem aprender (não o que queremos que elas aprendam). Esta é a razão pela qual os programas de capacitação têm tão baixa efetividade: as pessoas fazem cursos e como não acham ou não criam novas oportunidades para si mesmas e os cursos não casam bem com o que elas querem fazer, então lhes empurramos mais cursos…

Ora, o desenvolvimento não pode ser levado de fora para dentro, nem de amanhã para ontem. Ele é um metabolismo da rede no presente. A questão é que, mesmo que as redes existam independentemente de nossos esforços conectivos voluntários, as pessoas só se encontrarão (e reconhecerão) como membros dessas redes na medida em que forem estabelecendo relações entre si. E, para tanto – como já escrevi no artigo Superação da pobreza – existem apenas dois caminhos: a) aumentar a conectividade geral dos ambientes onde vivem essas pessoas, possibilitando a multiplicação dos laços fracos entre elas; e b) incrementar as relações amistosas que podem surgir entre essas pessoas quando elas se conectam a partir de seus desejos congruentes para fazer qualquer coisa juntas.

Notas

(1) Toda a bibliografia essencial sobre o tema está não apenas sugerida, mas disponível para download free, nos textos linkados acima. Adicionalmente, sugere-se os seguintes textos básicos (ou introdutórios):

BARABASI, Albert (2002): Linked
WATTS, Duncan (2003): Six Degrees
CHRISTAKIS, Nicholas & FOWLER, James (2009): Connected
FRANCO, Augusto (2008): A rede
PISANI, Francis (entrevista com Fritjof Capra) (2007): Redes como padrão unificador da vida
MIEMIS, Venessa (2010): O futuro é a rede

Para estudos mais avançados convém consultar as seguintes bibliotecas autorais da Escola-de-Redes (onde os papers – em sua maioria – também estão disponíveis para download):

Biblioteca ARS (Social Network Analysis)
Albert-László Barabási
Duncan Watts
Jure Leskovec
Manuel Castells
Steven Strogatz
Fernando Vega-Redondo
Pierre Levy
Augusto de Franco

(2) Cf. ACKERMANN, Klaus, ANGUS, Simon & RASCHKY, Paul (2017). The Internet as Quantitative Social Science Platform: Insights from a trillion observations. Ithaca: Cornell University, 23/01/2017. https://arxiv.org/abs/1701.05632


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