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Um recado do “Partido Alto”: no segundo turno, já era

“Vou apertar, mas não vou acender agora… Se segura malandro”. 

Quantas vezes será preciso repetir que o importante é o primeiro turno? No segundo turno, poderemos ter um repeteco de 1989, em que muitos democratas dividiram seus votos em Gabeira, Ulysses, Covas, Roberto Freire e outros e quem foi para o segundo turno? Collor x Lula. No segundo turno, já era.

Parece que se a gente repetir isso 1.000 vezes, todos os dias, nos próximos 4 meses, mesmo assim a galera não entende. A ficha não cai. O cara (ou a cara) pensa: ora, vou escolher o melhor. Ou vou escolher o que mais se aproxima da minha visão. É que a política (democrática), ao contrário do que se diz, é contra-intuitiva, não se tem acesso a ela por algum tipo de inclinação ou tendência natural.

Só quem deixou sua cabeça ser violada pela democracia é capaz de entender que o fundamental é quebrar a polarização – no primeiro turno – entre dois candidatos do campo autocrático (impedindo que se configure o cenário do horror no segundo turno: Ciro ou alguém apoiado pelo PT x Bolsonaro).

Agora não importa o nome. Diz aí Bezerra da Silva (e os “Partideiros Nota 10”): “Se segura malandro”. A eleição não é hoje, nem amanhã e sim daqui a 4 meses.

A política é um dia atrás do outro (com uma noite no meio) e temos mais de 120 dias (e noites) pela frente. O que importa é votar em alguém (qualquer um do campo democrático) que tenha mais chances de quebrar a polarização mencionada acima, impedindo o cenário do horror para a democracia. Então como é que é?

É simples. Se Amoedo tiver mais chances, vamos de Amoedo. Se Rocha tiver mais chances, vamos de Rocha. Se Dias tiver mais chances, vamos de Dias. Se Meirelles tiver mais chances, vamos de Meirelles. Se Paulo Rabello tiver mais chances, vamos de Paulo Rabello. Se Alckmin tiver mais chances, vamos de Alckmin. Se Marina conseguir se livrar do esquerdismo e passar para o campo democrático, e tiver mais chances, vamos de Marina.

Repetindo mais uma vez. Tudo isso no primeiro turno, pois no segundo já era. No segundo turno, poderemos ter um repeteco de 1989, em que os democratas dividiram seus votos em Gabeira, Ulysses, Covas, Roberto Freire e outros e quem foi para o segundo turno? Collor x Lula. Ou seja, no segundo turno, já era.

Quem ainda não entendeu, é melhor esquecer. Ou curtir o Bezerra:


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